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18 de Junho de 2019

PARLAMENTO MUNICIPAL CELEBRA PRIMEIRO ANO DA EMEJA PAULO FREIRE

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A educação popular foi protagonista de cerimônia na noite da última segunda-feira. Professores, alunos e gestores em educação lotaram o plenário da Câmara para acompanhar a sessão especial alusiva ao primeiro ano da Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos (EMEJA) Paulo Freire.

A proposta da sessão foi realizada pelo vereador André Lemes (PT). Na tribuna, o parlamentar enfatizou que a comemoração é importante pelo pioneirismo da iniciativa. Isso porque a escola é itinerante, indo até o público que demanda por esse serviço.

Ele destacou que no início do governo Alexandre Lindenmeyer (PT) foi feito um diagnóstico da escolarização de adultos. Segundo André, dados do Censo de 2010 do IBGE apontavam que 7208 maiores de 15 anos eram analfabetos na cidade. Com o objetivo de chegar a essas pessoas, a prefeitura elaborou as diretrizes municipais e a reestruturação do núcleo da EJA.

A escola andarilha, como carinhosamente é denominada, foi inspirada no projeto Educação para pescadores, que levava o ensino fundamental para as localidades do interior da cidade. A intenção foi institucionalizar a medida e a transformar em política pública. Em seu discurso, o parlamentar disse se sentir orgulhoso de participar de um projeto político que abre escolas, enquanto essas instituições têm sido fechadas no Rio Grande do Sul.

Sobre a cerimônia, André explicou que sempre que puder homenageará escolas, pois é preciso valorizar os trabalhadores que constroem a educação no dia a dia. Ele também enfatizou que a EMEJA é o único colégio que deve ser fechado. Quando todos os jovens e adultos forem alfabetizados, disse que irá se sentir feliz em fechar a instituição.

Anelita do Nascimento, de 56 anos, estudante dos anos finais do ensino fundamental da EMEJA no bairro Mangueira, falou em nome das turmas. Ela contou que parou de estudar porque precisava trabalhar, mas sempre teve o sonho de retornar aos estudos. A aluna agradeceu pelo empenho de professores, motoristas e merendeiras que fazem a escola funcionar.

A diretora da EMEJA, Flávia Gonzales, enfatizou que não há idade certa para aprender. Emocionada, fez o relato da sua história. Vítima de violência doméstica, contou que a volta aos bancos escolares mudou a sua vida. Ela afirmou que a decisão de voltar a estudar exige vontade, coragem e esperança. Flávia agradeceu a gestão municipal pelo apoio e disse que é preciso continuar comemorando essa conquista, rumo à primeira formatura da instituição.

A mesa de autoridades da sessão especial foi composta pela presidente do legislativo, Andréa Westphal, que conduziu a solenidade, pelo prefeito Alexandre Lindenmeyer; pela secretária-adjunta de educação Neci Bandeira; pela diretora da EMEJA Paulo Freire, Fávia Gonzales; pelo representante da reitoria da FURG e pró-reitor de extensão e cultura, Daniel Prado. Na ocasião, todos eles tiveram oportunidade de se manifestar.

Além desses, estiveram presentes a vereadora professora Denise Marques (PT), diretores de escolas e gestores da secretaria de educação.

Ao fim da solenidade, a Câmara fez a entrega de homenagens aos diretores da escola municipal de ensino fundamental Ramiz Galvão, Tanise Reis, da escola de ensino fundamental Zelly Pereira Esmeraldo, Jayme de Freitas, e à presidente da Associação de Moradores do bairro Querência, Vani Costa. Essas instituições servem de sede para a EMEJA itinerante. Receberam homenagem, ainda, os professores responsáveis pelo início do trabalho.

Histórico da EMEJA Paulo Freire

Sem endereço fixo, a EMEJA foi criada para atender a alunos que nunca frequentaram ou não concluíram o ensino básico. Em junho de 2018, foram constituídas as primeiras turmas, sediadas na escola Ramiz Galvão no bairro Mangueira, uma dos anos inciais do ensino fundamental e outra dos anos finais. Na Querência, duas turmas do mesmo nível foram criadas no espaço físico da associação de bairro.

Já nesse ano, em maio, o terceiro bairro foi contemplado. Duas turmas foram inauguradas no Cidade de Águeda, junto à escola Zelly Esmeraldo.

Assessoria de Imprensa

 

 





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