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31 de Outubro de 2017

AUSÊNCIAS MARCARAM AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A SANTA CASA

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Nesta terça-feira, 31, a Câmara Municipal do Rio Grande realizou uma audiência pública para discutir a situação atual da Associação de Caridade Santa Casa do Rio Grande. O evento ficou marcado pelo grande número de ausências.

Inicialmente o vereador Charles Saraiva, presidente do Legislativo Municipal solicitou a leitura da lista dos convidados e determinou que ficasse registrado em ata.

Logo em seguida foram acusadas as ausências do Executivo Municipal, o qual justificou que o prefeito Alexandre Lindenmeyer cumpria agenda em Brasília sobre a Termelétrica Rio Grande, bem como do vice-prefeito Paulo Renato Mattos Gomes que participava de outra audiência pública sobre o mesmo empreendimento energético que ocorria concomitantemente no CCMar.

A Associação de Caridade Santa Casa justificou sua ausência por entender como inoportuna a participação neste momento dos seus dirigentes e agradeceu o convite.

No ofício enviado também foi referenciado que os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo quando solicitam informações são atendidos pela atual gestão. Ainda agradeceram os vereadores por sensibilizarem os deputados federais que determinem suas emendas para a Santa Casa.

Já o secretário de município da Saúde, Maicon Lemos justificou sua ausência por estar cumprindo agenda prévia no Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul.

O vereador Julio Cesar Pereira da Silva (PMDB), proponente da audiência pública disse que “entendemos equivocada a ausência de algumas entidades e pessoas que foram convidadas. Nosso objetivo é tentarmos descobrir meios de aumentar a arrecadação e melhorar a situação financeira da Santa Casa”, salientou Julio Cesar.

Os vereadores José Antônio da Silva - Repolhinho (PSDB), Giovani Moralles (PEN) mencionaram que as ausências justificadas de representantes era um desrespeito.

O vereador Rogério Gomes (PPS) também lamentou determinadas ausência e aproveitou para encaminhar solicitações na área da saúde para o representante da coordenadoria regional da Saúde.

O vereador João da Barra (PMDB) fez uma abordagem recordando o histórico da saída da administração anterior, passando pela intervenção do Executivo Municipal chegando até os dias atuais e lamentou a situação calamitosa.

O vereador Luiz Francisco Spotorno (PT) ponderou que as ausências ocorreram em função de ser uma audiência pública eleitoreira. Abordou também a questão da cobrança por parte da Prefeitura Municipal e Governo do Estado dos valores que não foram executados e que devem ser devolvidos pela Santa Casa sob pena de os gestores responderem por omissão.

A vereadora Laurinha (PMDB) discordou que se tratasse de uma audiência pública eleitoreira. Salientou que o objetivo é encontrar alternativas para a Santa Casa. Lastimou que o evento estivesse esvaziado em função das ausências. O vereador Filipe Branco afirmou que se sentia contemplado com a fala da vereadora que lhe antecedeu.

O presidente Charles Saraiva, ao usar a tribuna, lembrou que quando a administração anterior foi afastada, afirmou que a Prefeitura Municipal não poderia intervir porque a saúde no município não era plena e por isso quem deveria fazer a intervenção era o Governo do Estado, mas que naquele momento foi omisso.

“A atual administração não tem acesso aos recursos porque está pagando débitos da intervenção municipal, a qual deveria ter resolvido a situação, mas deixou mais dívidas ainda”, enfatizou Charles Saraiva.

O vereador Luciano Gonçalves (PT) disse que não se pode deixar que as discussões fossem no campo político e que é preciso sim buscar soluções como credenciar o pronto socorro da cardiologia.

Por sua vez, Gabriel Andina, coordenador regional de Saúde mencionou que a crise da Santa Casa tem várias responsabilidades, nós estamos aqui para responder todos os questionamentos que sejam prerrogativas do Governo do Estado, mas lamentou outras representatividades estarem ausentes.

Na sequência, o público também fez considerações e questionamentos. Os componentes da mesa anotaram e responderam quando lhes foi oportunizada a palavra.

Deivid Pereira, representando o secretário Chefe da Casa Civil, Fabio Branco salientou todo o trabalho e empenho que este tem dedicado em prol da Santa Casa do Rio Grande.

A Enfermeira Helena Vaghetti, superintendente do Hospital Universitário lamentou a Casa estar praticamente vazia e desejou que em outras oportunidades haja mais representatividade e vontade de encontrar soluções.

O enfermeiro Lucio Rodrigo Lucca de Camargo, representando o Conselho Regional de Enfermagem do RS disse que sempre que se discutir saúde estaremos presentes, especialmente sobre a Santa Casa do Rio Grande, a qual presta relevantes serviços ao povo gaúcho.

31.10.17 - 21h33min.

Por Roger Vaz





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