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03 de Julho de 2019

NOVA CONSULTORA JURÍDICA DA CÂMARA CONVERSA SOBRE SUA CARREIRA E SOBRE IGUALDADE DE GÊNERO NO MERCADO DE TRABALHO

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Desde maio, a Câmara Municipal conta com uma nova consultora jurídica. No cargo, a advogada Izabel Klinger é responsável, junto a outros colegas, por fazer a análise preliminar dos projetos de lei protocolados na casa. Além disso, atua em questões de caráter administrativo, como licitações, contratos e situações relativas à vida funcional dos servidores. A assessoria é dada aos vereadores e à presidência do legislativo.

A indicação para a função veio da experiência com o direito público, obtida já no início da carreira profissional. Em 2006, graduou-se na Universidade Católica de Pelotas e foi trabalhar na procuradoria do município de Capão do Leão. Também atuou em diversos escritórios nas cidades de Pelotas e de Porto Alegre. Em 2015, veio para Rio Grande e advogou em empresas de amplitude nacional.

Além da formação superior, Izabel possui cinco pós-graduações – entre elas a de direito público e de direito ambiental. Apesar do extenso currículo, a advogada diz não estar livre do preconceito enfrentado pelas mulheres no mercado de trabalho. Segundo ela, quando são bem-sucedidas, há um constante questionamento da competência e do modo como o espaço foi conquistado. “(…) Poucas vezes nos dão a credibilidade necessária. Porque tu és mulher, algum outro meio tu tens que ter para ter entrado em uma posição de destaque. É difícil, porque já tem um prejulgamento de que não é pela tua competência. Por isso, é bem importante a gente assumir esse tipo de cargo”, enfatizou.

Mãe de Joaquim, de três anos, e João Otávio, de 7 meses, a profissional afirma que a situação de preconceito se agrava quando a mulher tem filhos. “Na maioria das empresas, eles preferem homens ou mulheres que não tenham a perspectiva de ter filhos tão logo. (…) Para eles (empresários) é muito complicado. Tem a licença maternidade, sair para fazer exame. Mas na verdade tu não vais deixar de ser boa naquilo que tu fazes ou de cumprir com os teus objetivos”, avalia.

Para Izabel, ser uma mulher jovem em um ambiente masculino serviu como motivação para buscar crescimento e maior capacitação técnica. A advogada afirma que, com o passar do tempo, foi provando a sua capacidade e ganhando credibilidade.

Ainda sobre a igualdade de gênero, pontua que jamais a ideia é querer que a mulher seja melhor que o homem. Nas mais singelas situações do dia a dia na Câmara, ela busca por uma sociedade justa, em que haja tratamento equânime entre homens e mulheres.

A busca por essa justiça, no entanto, não pode prescindir da participação masculina. Em sua família, a advogada conta que o marido participa ativamente da criação dos filhos e da administração da casa. E esse conceito de igualdade na formação familiar é um dos legados que pretende deixar aos seus meninos. “Em um mundo que fala tanto de feminismo, temos que cuidar do papel do homem, chamando-o para a luta pela igualdade de oportunidades entre homens e mulheres. Fazer com que compreendam a grande vantagem de poder viver em um mundo solidário e igualitário”.

 Assessoria de Imprensa





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